21/10/2019

A situação da educação no Brasil: poucos professores e matrículas desde 2014

A falta de profissionais no Brasil tem destacado um problema constante, que sempre foi ignorado pelo governo ao longo dos anos: a educação.

O Brasil fez enormes melhorias para reduzir os níveis de analfabetismo no país, diminuindo o número de analfabetos de 16,3 milhões em 2000 para 13,2 milhões em 2012. Em 2013, o governo viu esta redução estagnar. Mesmo incentivos financeiros como a Bolsa Família, que foi uma das melhores apostas do governo para melhorar os níveis de educação brasileiros, provou ser ineficaz e o país ainda está longe de alcançar os níveis de alfabetização encontrados em outros homólogos BRIC como a Rússia e a China.

Um dos maiores problemas que o Brasil enfrenta, principalmente devido a uma má sistema público de ensino, é o fato de que cerca de 18% da população Brasileira é de analfabetos funcionais, o que significa que eles sabem palavras e números, mas são incapazes de compreender uma frase ou realizar uma simples operação matemática. Talvez o mais alarmante seja que, de acordo com pesquisas do Instituto Paulo Montenegro (IPM), relacionadas com a empresa de pesquisa Ibope, 38% dos estudantes brasileiros são também analfabetos funcionalmente.

Estes números mostram a fragilidade do sistema educacional brasileiro e as dificuldades que o governo ainda precisa enfrentar para sustentar o crescimento do país.

Indices de educação no Brasil

Propostas do governo para melhorar a educação

Em 2014, o governo brasileiro anunciou um conjunto de medidas agressivas que serão implementadas até 2024 para impulsionar o desempenho do sistema educacional.

Este programa, denominado PNE, abreviatura de Plano Nacional de Educação, é composto por 21 medidas e objetivos, entre outros, aumentar o número de anos de escolaridade obrigatória, a porcentagem de brasileiros que vão a escolas e universidades e fornecer meios para que os professores melhorem suas qualificações e habilidades.

Para atingir as metas estabelecidas pelo PNE, o governo quase duplicará os investimentos em Educação. Em 2012, o governo direcionou 5,3% do PIB para a educação e em 2014 o objetivo é aumentar os investimentos para 10%.

As taxas de matrícula escolar nem por isso aumentaram.O processo que pode ser feito pela internet como explica matriculaescolar2020.com.br, nem sempre é requisitado pelos pais das crianças e adolescentes em idade escolar. Conforme demonstram os censos do Governo Federal entre 2014 e 2018 as taxas de matrícula escolar no ensino fundamental diminuíram em até 3 milhões de matrículas enquanto no ensino básico cresceu numa média de 11% em relação a quatro anos atrás.

Ensino público versus Ensino Privado

O sistema educacional brasileiro é composto por escolas públicas e privadas. Embora o ensino público ainda detenha mais de 80% dos alunos, o número de alunos matriculados em escolas privadas aumentou 14% de 2010 a 2013, de acordo com a Pesquisa centro da Educação Básica, do INEP.

Há várias razões que justificam o movimento para as instituições privadas. Um deles é que o aumento das classes mais baixas proporcionou a muitas famílias a possibilidade de garantir aos seus filhos uma melhor educação em escolas privadas. O outro é devido ao fato de que as escolas públicas ainda sofrem com a falta de professores, salas de aula superlotadas, falta de segurança e questões gerais com infra-estrutura.

Por último, mas não menos importante, a controversa lei que permite que os alunos em instituições públicas sejam promovidos para o próximo ano, mesmo que falham, gera ainda mais ceticismo para a eficácia da aprendizagem da escola pública.

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