04/04/2020

A Virgem Maria na fé cristã – Como ser um devoto da Santa mãe de Deus?

A devoção é um movimento interno, de um amor verdadeiro que engloba toda a sua pessoa, não só os sentimentos, também a vontade. Pelo fato de que a Virgem Maria é também Mãe Nossa, deve brotar esse tipo de amor em nós. Para quem quer pedir por proteção, devoção e sabedoria para lidar com os momentos de aflição nada melhor do que devotar-se à Nossa Senhora com a novena de Maria Passa na Frente. 

Mas antes de começar a sua devoção para a Santa Maria, mãe de Deus, aqui vai algumas curiosidades sobre a história de vida. Certamente, isso te ajudará a tornar suas orações ainda mais crédulas.

A Virgem Maria não é uma deusa

É uma mulher de carne e osso, de corpo e alma, que Jesus nos deixou como Mãe. Uma Mãe que guia, que ensina, que educa, que lhe importa o material e espiritual de cada um de seus filhos. Há que ter em conta que o culto rendido aos servidores de Deus honra a Deus mesmo, que se manifesta por eles e por eles nos atrai para Ele. No caso da Virgem Maria, este culto é muito especial, pois Deus mesmo a fez, ele a constituiu no topo da santidade, enchendo-a de todas as graças e, assim, podemos deduzir que é a sua vontade que a honremos quanto nos seja possível. Louvar a Maria é louvar ao mesmo Deus que crês, o Deus da Bíblia. 

De todas maneiras convém diferenças que o culto que tributamos a Maria não é um culto de latría, que só está reservado a Deus, mas um culto de dulía, a veneração aos santos, mas por ser Ela a mais santa, o culto é de hiperdulía, ou seja, a adoração suprema, mas não adoração.

Os dogmas de Virgem Maria

Há quatro dogmas sobre a Virgem, isto é, as verdades de fé que devemos crer porque foram reveladas por Deus. Os que se referem a Ela são:

A IMACULADA CONCEIÇÃO, que declara que a Santíssima Virgem Maria, no primeiro instante de sua conceição, foi por singular graça e privilégio de Deus onipotente em previsão dos méritos de Cristo Jesus, preservada imune de toda mancha de culpa original.

A PERPÉTUA VIRGINDADE, a Igreja manifestou de modo constante a sua fé na virgindade perpétua de Maria. De fato, os cristãos dos primeiros séculos, a chamavam de a “sempre virgem”, ou, simplesmente, “A Virgem”, dando a entender que essa qualidade se referia a todo o arco de sua vida. Paulo IV em 1555 o expressou assim: A Mãe de Deus continuou sempre a integridade da virgindade, isto é, antes do parto, no parto e perpetuamente depois do parto”.

A ASSUNÇÃO EM CORPO E ALMA AO CÉU, que declara que a bem-Aventurada Virgem Maria, desde que terminou o curso de sua vida neste mundo, está no Céu em corpo e alma, com todas as habilidades próprias da alma bem-aventurada e do corpo glorioso.

A MATERNIDADE DIVINA, o que implica um mistério elevadíssimo e é que, com a encarnação do Verbo, a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, assumiu uma natureza humana, formada no seio de Maria. Desta forma, sem deixar de ser Deus se fez verdadeiramente homem. Maria é Mãe de Deus porque gerou a natureza humana de Jesus, cuja pessoa é divina.

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