04/04/2020

Aumento ligeiro da qualidade de vida no Brasil – Veja os novos dados

O Brasil tem avançado, em grande medida, na década passada, na melhoria da qualidade de vida de seus cidadãos. Em anos recentes, o país registrou um bom histórico de crescimento inclusivo e redução da pobreza. Não obstante, o Brasil alcança bons resultados apenas em algumas medidas do bem-estar em comparação com a maioria dos países incluídos no Índice para uma Vida Melhor. O Brasil se situa acima da média em engajamento cívico e senso de comunidade, mas abaixo da média na educação e competências, segurança pessoal, renda e patrimônio, do emprego e do salário, moradia, qualidade ambiental, satisfação, equilíbrio vida-trabalho e estado de saúde. Estes resultados baseiam-se em uma seleção de dados disponíveis.

Embora o dinheiro não pode comprar a felicidade, é um importante meio para alcançar padrões de vida mais elevados. No Brasil, a renda familiar disponível líquido ajustado per capita média é menor do que a média da OCDE de 33 604 USD por ano.

Em termos de emprego, cerca de 61% das pessoas de 15 a 64 anos de idade no Brasil têm um emprego remunerado, valor menor do que a média da OCDE de 68%. Cerca de 71% dos homens têm um emprego remunerado, em comparação com 51% das mulheres. No Brasil, 7% dos empregados têm um horário de trabalho muito longo, um número menor do que a média da OCDE de 11%; 9% dos homens trabalham muitas horas em comparação com 5% das mulheres.

Ter um bom nível de instrução e de competências é um requisito importante para encontrar emprego. No Brasil, 49% dos adultos de 25 a 64 anos de idade concluíram a educação média superior, valor muito menor do que a média da OCDE de 79%. Isto aplica-se mais no caso das mulheres do que no dos homens, já que 46% deles terminaram com sucesso a educação média superior em comparação com 52% das mulheres. Em termos de qualidade da educação, o aluno média obteve um resultado de 395 pontos em leitura, matemática e ciências no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA, na sigla em inglês) da OCDE. Este resultado é menor do que a média da OCDE de 486. A lacuna de gênero no Brasil é menor do que na OCDE em geral, pois as meninas receberam uma pontuação de 396, e as crianças, de 394, diferença que corresponde à diferença média da OCDE de 2 pontos a favor das meninas.

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